segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Lo que más- shakira
http://www.youtube.com/watch?v=l-kXtR06zKo&feature=player_embedded#!
música e tradução... maravilhosa.. excelente dica !!!
Novidade e das boas...
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Louras das cervejas numa gelada
Louras das cervejas numa gelada
li e repasso. interessante, gente!
Louras das cervejas numa gelada
PUBLICIDADE — Publicidade das grandes marcas de cerveja volta a lançar mão da mulher de modo desrespeitoso, associando bebida e sensualidade de forma preconceituosa
Gisela SekeffDa Agência Jornal do Brasil
Vender cerveja no Brasil é sinônimo de vender mulher. São tantas as beldades expostas que fica até difícil fazer uma correspondência precisa entre a garota-propaganda e a marca que está à venda. Divas seminuas, na praia ou no bar, sempre sorrindo, mas quase nunca falando. A nova leva de campanhas de verão, no entanto, conseguiu ir mais longe. Além de tratá-las como meras portadoras de corpos esculturais, fazem insinuações e comparações grosseiras. No filme Lúpulo, da Antarctica, associa-se a mulher à planta trepadeira. O recente comercial da Brahma, em que a tartaruga dá carona a duas belas morenas, insinua os sons de uma relação sexual no fim do filme. No mais recente anúncio da Kaiser, um galã de novela manipula uma garrafa de cerveja como se fosse um controle remoto — e, na areia, uma mulher de biquíni, tal qual uma marionete, repete os movimentos. O publicitário Roberto Duailibi, o D da agência DPZ, rechaça o recurso reducionista de usar mulheres nas campanhas. “A prática revela o preconceito que a propaganda tem contra o sexo feminino, que eu considero, no mínimo, desrespeitoso”, afirma.
Identificar o produto com mulher, e não com a marca, é um velho clichê publicitário. As campanhas cervejeiras, no entanto, tinham abdicado dessa fórmula. Durante 15 anos, o garoto-propaganda da Kaiser foi um anti-herói baixinho, barrigudo e de meia-idade — uma prova de que o uso da mulher pode não ser tão valioso como reza a cartilha da maioria dos publicitários. Quem não se lembra dele e de vários outros homens dançando no banheiro enquanto se “aliviavam”? O filme, ganhador do Leão de Ouro, em Cannes, e eleito pela rede ABC dos Estados Unidos como um dos 25 comerciais memoráveis da história, não estampava nenhuma musa na telinha. É certo que vez ou outra afrodites surgiam de biquíni, mas, no caso do produto cerveja, isso é natural, já que o filão concentra-se no público do sexo masculino. Pesquisas de hábito de consumo mostram que cerca de 65% dos consumidores de cerveja são homens.
Embaixadas no hotel — No verão deste ano, no entanto, as mulheres voltaram a invadir os comerciais da loura gelada. “Voltamos no tempo, mas essa regressão não pode durar muito porque não reflete as conquistas femininas”, afirma o publicitário Lula Vieira, presidente da agência V&S Comunicações. A Kaiser, marca mais masculina do mercado, cujo consumo feminino responde por apenas 35% das vendas, trocou a figura do baixinho por Mulheres, nome da nova campanha. No primeiro filme, elas são tão bonitas e tão cobiçadas por Du Moscovis, Fábio Assunção, Murilo Benício e Marcos Palmeira, que viram kaisers. Assim como há dez anos a agência Talent transformou a Brastemp em sinônimo de coisa boa, a idéia é fazer com que a Kaiser seja referência de boa marca. Nos cinco filmes lançados desde setembro, as beldades entraram e saíram de cena com a boca fechada. No bar, cenário de um dos filmes, as mulheres aparecem de biquíni e os atores vestidos. “Se eles estivessem de sunga acho que o público masculino não ia gostar muito”, explica Júlio Pedro, diretor de marketing da Kaiser. Num dos filmes, Du Moscovis e Fábio Assunção fazem comparações entre algumas beldades e embalagens de cerveja. A modelo de estatura média ganha o título de latinha. Já a mais longilínea, é a tradicional de 600ml. “Temos planos de colocá-las numa postura mais ativa”, completa Júlio Pedro.
Os entrevistados que votaram nas mulheres como tema da campanha são o público-alvo do site da cervejaria. Um click no link chamado “WC” abre duas portas de banheiro. Quem entra no masculino lê: “Pô, cara! Quer ver homem? Vai pro site das outras cervejas”. Quem escolhe o feminino vê oito mulheres que, como num desfile de debutantes, dão informações pessoais como altura, peso, medidas do busto, quadril e cintura, esporte preferido, hobby ou sonho de vida. “Se o Brasil é um país machista, talvez a gente retrate um pouco isso”, diz Júlio Pedro.
Caranguejos, moscas e cupins pagodeiros foram substituídos por modelos de carne e osso. A tartaruga boa de bola sobreviveu à era dos bichinhos animados, mas a estrada onde se passam os filmes estava precisando de umas curvinhas a mais. No terceiro filme da série, que estreou em outubro, o animal dá carona para duas moças que acabam seduzindo a tartaruga. Alguns metros depois, param num hotel. Uma das bonitonas aparece enquanto se ouvem gemidos da tartaruga. Com uma lata de Brahma na mão ela diz: “Ah, eu quero mais...” Só então surge a tartaruga, que está fazendo embaixadinhas. “Mais uma vez a propaganda transforma a mulher em mercadoria. Além de sexista, é idiota”, afirma a escritora feminista Rosie Marie Muraro. A Antarctica, que disputou durante anos o primeiro lugar de vendas com a Brahma, está lutando para não perder a terceira posição para a Kaiser. A antiga “paixão nacional” tenta agora explicar por que “com Antarctica é mais gostoso”, seu novo slogan.
Riacho — No filme Lúpulo, que estreou no começo de dezembro, três amigos tentam entender por que o primeiro gole de Antarctica é tão gostoso. Um pergunta: “Será que é a água?” E aparece a cena de cinco belas mulheres nadando num riacho. “Ou a cevada?” E de novo as lindas modelos surgem em meio a campos de cevada. Quando, enfim, um deles pergunta se seria o lúpulo, recorrem ao dicionário para ver o significado da palavra. “Planta da família das trepadeiras”, diz um deles. Logo imaginam como seria a cena e brindam à trepadeira. “Transformar a mulher em objeto ou trepadeira é um tremendo mau gosto”, diz Duailibi. “A plasticidade do filme inibe a sensualidade exagerada e transcende a questão da mulher ser ou não usada como objeto”, diz Gustavo Fagundes, gerente de marketing de cervejas da Ambev, que fabrica a Antarctica — e também a Skol e a Brahma. Um dos criadores do filme, o publicitário Cássio Zanatta, da Almap BBDO, completa: “Para quem ele se destina, os homens, é bem divertido. Num bar, os homens só podem estar falando de mulher”.
Desde que foi comprada pela canadense Molson, há um ano, a Bavaria, que tem a maior participação feminina no mercado — 48% dos consumidores são mulheres — sumiu das telinhas. No começo de dezembro, estreou a nova campanha com o slogan: “Bavaria, uma cerveja boa de copo”. Para estrelar os comerciais, nada de sertanejos ou musas etílicas. Os copos, que ganharam braços e rosto, foram eleitos garotos-propaganda. Quando a Bavaria é servida, os copos deslizam felizes. Quando não é Bavaria, eles não saem do lugar. “Temos um enorme respeito pelas mulheres que representam quase metade dos nossos consumidores. O que algumas marcas fazem com as mulheres é ultrapassado, pouco criativo e deselegante”, afirma Gustavo Ramos, vice-presidente de marketing da Bavaria.
A presença de mulheres em anúncios de cerveja é tão normal quanto mostrar crianças numa propaganda de volta às aulas. “Elas compõem o cenário do bebedor de cerveja no Brasil. É uma referência cultural”, diz Gustavo Fernandes, da Ambev.
De fato. Basta lembrar que o néctar da vida, como os antigos gregos a chamavam, ganhou no Brasil um apelido com muito mais apelo sensual: loura gelada.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Sociedade do espetáculo e outras cositas mais:
Sociedade do espetáculo e outras cositas mais:
"Quanto mais a vida do homem se torna o seu produto, mais ele se afasta da vida". É impressionante a atualidade deste livro, ele relata com frases bem interessantes como é a vida nos dias de hoje, sendo que ele foi lançado em sua primeira edição no final da década de 60 e era tido como um livro mais Cult e depois se tornou um livro clássico em muitas partes do mundo. Acho que as pessoas começaram a se identificar com o espetáculo! Vive-se em época em que praticamente tudo o que acontece acaba virando espetáculo e evento de mídia. Se não está na mídia, não aconteceu. Se não é espetáculo, não existe.
A Sociedade parece estar imagética demais. Não que isso seja de tudo negativo, mas de fato a humanidade se mercantilizou de tal forma, que cada indivíduo se tornou um produto. Seja no trabalho, na festa, na convivência do dia –a – dia, a maioria das pessoas quer se exibir. Seja com suas roupas de marca, com seus carros importados e com suas jóias luxuosas. Esta sociedade se concentra muito mais no sentido da visão do que de qualquer outro.
Debord, fala de uma sociedade que quer ir além da onipresença dos meios de comunicação de massa, que representam somente o seu aspecto mais visível e mais superficial. Diríamos que ele quer se aprofundar na superficialidade.
O Grande Espetáculo consiste na seguinte questão : as pessoas desprovidas de privilégios, sendo eles financeiros ou intelectuais vivem uma vida real e por um motivo ou outro são influenciadas e acabam se sentindo obrigadas a participar da sociedade espetacular.Por exemplo:consumir, mesmo que seja pouco, mas de forma a participar da dimensão da novela, do artista, das imagens que os rodeia, da propaganda, do outdoor e de tudo de modo geral que lhes falta em sua existência real.
Neste ponto, seria importante mencionar o que mais tarde Lúcia Santaela chamaria de “seres noológicos”. Nossa cultura foi invadida por uma proliferação de imagens quase que patológica e seres biológicos foram trocados por seres impossíveis, participantes do espetáculo : uma modelo super artificial fazendo publicidade do próprio corpo e de outro determinado produto. Propafanda esta enganosa, já que as imagens publicitárias foram tomadas por softwers gráficos que “consertam” as imperfeições faciais e corporais das mulheres principalmente. Consertar o que? Esta é a pergunta.
Estes “seres noológicos” que povoam nossa sociedade estão muito mais presentes que pensamos, tanto que as mulheres querem beber a eterna fonte da juventude e não se modificar , como se viverem na terra do nunca... A própria convivência se tornou tão mais fácil ao teclar em seu computador e mandar um scrap para um amigo “imaginário” que você sequer conhece... Outras questões se aprofundam e temos a sensação de estarmos imersos na sociedade espetacular que Debord tanto fala.
As pessoas não saem de casa sem se preparar para o outro, sem tentar se parecer com algum artista, atleta ou celebridades em geral, e não percebem que estes são apenas personagens em seu próprio universo assim como cada um de nós que representa muito bem seu papel na sociedade, com direito a maquilagem, figurino e até intervenções cirúrgicas... A Imagem se funde na realidade, e todos começam a ter dificuldade de perceber aonde começa uma e termina a outra. Vive-se praticamente em uma esquizofrenia coletiva! Os relacionamentos entre as pessoas, já não são mais mediados apenas pelas coisas, como no fetichismo da mercadoria, de que Marx e Freud tanto falavam, e sim, mediadas diretamente pelas imagens.
Tem-se influência 24 horas por dia: Revistas, jornais, televisão, internet... tudo permeia nossa vida; e a sociedade do espetáculo com todos esses aliados pode ser capaz de alterar o comportamento e até a aparência de todos. Os mais vulneráveis infelizmente são as mulheres e por vezes adolescentes. As mulheres principalmente, renegam o próprio corpo para seguir determinações, conselhos e “modismos” que na maioria das vezes são estúpidos. Qual é a dificuldade na aceitação do próprio corpo? A moda inclusive pode ajudar a adorná-lo da maneira que você decidir. As mulheres querem ser de plástico e não de carne. Querem a artificialidade como parte da sua vida...
O Espetáculo significa abstrair-se do mundo real. E é justamente isso que a lógica capitalista precisa. Se abstraia do real, crie seu personagem, obedeça o padrão vigente e consuma, consuma tudo o que puder consumir, Deixe que as pessoas lhe consumam, inclusive se consuma, afinal você também acaba de se tornar um produto nesta jogada..
Toda nossa sociedade só consegue se firmar a partir do espetáculo que cria sobre todos acontecimentos, fatos e por que não sobre a própria vida. Tudo o que era diretamente vivido esvaiu-se na fumaça da representação. As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida e se fundem em um curso comum, de forma que a unidade da vida não mais pode ser restabelecida. A especialização das imagens do mundo acaba numa imagem independente, como se tivesse vida própria, em que o mentiroso mente a si próprio. E depois a todos. O espetáculo em geral, como inversão da vida, é o movimento independente da não-vida. E a não-vida; é a morte.
O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, porém esta relação está sendo feita através de imagens. O conceito de espetáculo unifica e explica grande variedade dos fenômenos atuais. Segundo o autor, esta afirmação da aparência e de toda a vida humana é de certa forma fundamental, ou seja, o que vale é a versão e não o fato. Mas a crítica que atinge a verdade do espetáculo o descobre como um tipo de negação visível da vida; uma negação da vida que se tornou visível.
Nota-se o espetáculo como algo grandioso, positivo, indiscutível, inacessível e necessário.De certo modo: "o que aparece é bom, o que é bom aparece". Apesar desta afirmativa não ser de fato uma generalização, a conclusão é de que o espetáculo é o principal produto da sociedade atual.
Indo um pouco mais além, pode-se perceber que justamente a perda da unidade do mundo é a origem do espetáculo, e a globalização logicamente possibilitou tudo isso, já que o mundo em que vivemos é pura contradição, por um lado nos afasta fisicamente, por outro nos une virtualmente e imageticamente.
O que unifica os espectadores não é mais do que uma relação irreversível com o próprio centro que mantém o seu isolamento. Isto é, reúne mas não une.
Quanto mais o ser humano contempla, menos ele vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo . Ele parece ter que se inserir nestas imagens do dia-a-dia para se sentir parte da construção ou reconstrução da sociedade. O Ser humano não quer ser só, e para isso muitas vezes abdica de sua própria identidade para fazer parte de um grupo.
Vive-se em um mundo aonde a exteriorização nunca foi tão importante. Tenho que exteriorizar meu comportamento, meu gesto, meu corpo, minha roupa. Tenho que sair do meu próprio eu e ir de encontro ao espetáculo.
Aqui existe mais uma vez a dificuldade de manter nossos valores profundos, íntimos e pessoais, afinal a verdade e a transparência, que tornariam a vida realmente humana, foram banidas desta sociedade e os valores foram enterrados dentre os escombros da aparência e da mentira que separam ao invés de unir.
A Sociedade contemporânea, de fato é a sociedade do espetáculo e conseqüentemente da contradição. Somos nós, mas temos de ser personagens que muitas vezes inexistem dentro de nós.
Pelo menos existe uma luz no fim do túnel, já que apesar dos pesares sem estas imagens proliferadas nós nos sentiríamos isolados, incomunicáveis e insignificantes. Já que acima de tudo a nossa imagem, nosso corpo, nossa moda significa algo para alguém em determinada circunstância.
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